CAPÍTULO 199

A madrugada caiu pesada, mas, pela primeira vez em dias, a Hacienda parecia um pouco mais organizada. Guardas em turnos definidos, câmeras revisadas, Esteban rodando o perímetro com tablet na mão, Herrera em contato com a delegacia para cruzar dados de Ramiro Castañeda.

No quarto, Camila tentava aproveitar a trégua. O bebê tinha mamado, arrotado, dormido. Ela recostou na cabeceira, exausta, enquanto Rafael, sentado na poltrona, lia relatórios no celular com o brilho quase no mínimo.

O choro veio de repente. Não aquele resmungo típico, e sim um som mais agudo, aflito. Camila endireitou o tronco na hora.

— Calma, pequeno, calma…

Pegou o filho no colo, embalou, mas o choro não diminuía. Rafael largou o celular.

— O que foi?

— Não sei. Está diferente.

Ela encostou o pulso na testa do bebê e sentiu o calor subir.

— Ele está quente. Muito quente.

Rafael já estava em pé.

— Ingrid.

Abriu a porta e chamou pelo corredor, sem gritar, mas num tom que não deixava dúvida. Poucos segundos depois, a
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