Camila não conseguiu dormir quando a noite caiu de vez sobre a Hacienda. As luzes externas acenderam, recortando sombras pelos campos de agave, e a lembrança dos cães latindo mais cedo continuava presa na nuca. Ela fingia ler, mas não passava da mesma linha.
Bateram na porta.
— Posso entrar? — era a voz de Ingrid.
— Pode.
A enfermeira entrou com o tablet na mão e o crachá pendurado no bolso do jaleco.
— Pressão já desceu, mas não está perfeita. E eu ouvi o telejornal no corredor. Se você ligou