Rafael entrou, ainda de terno, gravata um pouco afrouxada, o rosto cansado, mas com um brilho que Camila reconheceu na mesma hora.
— Então? — perguntou, antes mesmo que ele fechasse a porta. — Me conta direito.
Ele veio até a beira da cama. Parou ali por um segundo, só olhando pra ela, como se estivesse confirmando que os dois ainda estavam no mesmo lugar.
— Continua tudo comigo. Voto de confiança aprovado. Comitê de acompanhamento, relatórios extras, olhar em cima de tudo. Mas o comando é meu.
Camila soltou o ar num riso meio trêmulo.
— Nicolás já tinha me contado por mensagem, mas eu queria ouvir da sua boca.
— Ele não aguentou segurar — Rafael respondeu. — Eu pedi para avisar você primeiro.
Ela fez sinal para ele chegar mais perto.
— Vem aqui. Quero ver a sua cara de presidente.
Rafael sentou na beira da cama, apoiando uma mão ao lado da perna dela.
— Sobrevivi.
— Me conta, ele exagerou muito nos boletins?
— Menos do que eu esperava. — Rafael soltou um suspiro longo. — Abri com os