Camila ficou algum tempo olhando para a porta fechada, com a sensação de que o quarto tinha encolhido desde que Rafael saiu. Passou a mão pela barriga, tentando segurar a ansiedade.
— Se você continuar franzindo a testa assim, eu coloco isso na ficha como efeito colateral da assembleia — Ingrid comentou, entrando com o aparelho de pressão pendurado no pescoço.
— Coloca como reação alérgica ao sobrenome Villalba — Camila respondeu. — Demora muito uma votação dessas?
— Quando tem gente querendo aparecer, demora o triplo — a médica disse. — Respira e espera o boletim do seu repórter oficial.
O celular vibrou. Camila agarrou o aparelho depressa.
Mensagem de Nicolás: “Arturo ainda falando. Discurso longo, pouca verdade. Já já entra a parte da ‘imagem pública’ e vão empurrar a Luna para o centro”.
— Pronto — Camila murmurou. — Chegou a vez da atriz principal.
Ingrid se sentou na poltrona.
— Lembra do combinado. Você lê, comenta, mas não deixa isso subir para a cabeça a ponto de o bebê recla