Subi as escadas da mansão com o coração batendo como tambor de guerra, os saltos Louboutin afundando no tapete persa como se quisessem me prender ali. Cada degrau era um eco da minha própria voz — “já tive o suficiente desta palhaçada” —, palavras que eu finalmente cuspi, mas que agora queimavam na garganta como ácido. Atrás de mim, o salão ainda murmurava, talheres tilintando nervosos, risos abafados tentando cobrir o escândalo. Eu não olhei para trás. Não podia.
No topo da escada, parei por u