ISABELLAO silêncio no escritório da mansão Lombardi parecia pesar mais a cada segundo. Meus olhos corriam de um lado para o outro, tentando entender o que acontecia ali, tentando captar cada expressão, cada gesto. Mas, principalmente, os olhos dele. Alessandro Lombardi, o Don. Ele parecia tão imponente, tão distante, tão… inacessível.Donna Raffaella, por outro lado, parecia ser o oposto. A mãe de Alessandro estava sentada com uma postura rígida, mas os olhos, esses sim, eram penetrantes, sempre avaliando, como se estivesse me estudando a cada movimento que eu fazia.– Pode se sentar, senhorita Marconetti – disse Donna Raffaella, com um tom firme, gesticulando para a poltrona à minha frente. Ela não se sentou, mas me observou de forma atenta enquanto eu me acomodava.Eu estava nervosa, mas tentei disfarçar. Assentei com a cabeça, o estômago apertado, enquanto olhava para os dois. Eles pareciam um time bem entrosado, ambos imponentes e exigentes, e eu sentia que qualquer deslize poder
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