62. SEGREDOS OBSCUROS
Ao desligar o telefone, Larissa permaneceu com o celular nas mãos por um tempo, os olhos fixos na tela escurecida. Como se o aparelho ainda pudesse lhe dar respostas, como se ali, no silêncio do fim da ligação, morassem as verdades que ela tanto temia.
Suspirou profundamente e recostou-se na cadeira de balanço da varanda. O vento do campo tocava seus cabelos com suavidade, e o cheiro de terra molhada, vindo de uma chuva leve da madrugada, preenchia o ar com uma melancolia serena. Mas nem a tran