Mundo ficciónIniciar sesiónNo dia em que completei dezoito anos, perdi tudo. O presente que a vida me deu foi a morte do meu pai — e, junto com ela, a certeza de que eu não teria paz até ver cada gota de sangue vingada. Desde então, carrego o gosto amargo da promessa que fiz de joelhos, diante do caixão: ninguém sairia impune. Nem que eu mesma tivesse que sujar as mãos. Eu só não sabia que meu maior inimigo usaria perfume caro, sorriso torto e mãos que me seguram forte demais quando tento fugir. Ele está aqui, colado em mim, quente como pecado, frio como a arma que carrega na cintura. Agora sou eu, minha sede de vingança e esse desejo proibido que me corrói por dentro. E entre beijos, mentiras e balas disparadas no escuro… alguém vai sair perdendo. Mas não serei eu.
Leer másEu perdi o morro, os amigos sumiram, nem a minha irmã que eu criei vem me visitar, seis meses nesse lugar, aqui é pior, a gente ver de tudo, morte, briga, droga, tráfico, nada que eu não esteja acostumado.Em seis meses, Tessália me visita uma vez no mês, eu não quero que ela se exponha deste jeito, sei que a vistória é pesada, que eles hulmilham, que eles tocam e as vezes abusam, ouço os caras dizer na hora do banho de sol, e por mais que eu lhe diga que não é pra vim, ela vem.O meu garoto já tem cinco meses, Antony, o moleque acabou tornando uma garota em mãe, e ela nem teve ele, mas pelo sorriso, pelas história que conta, e o brilho nos olhos dela toda vez que vem, tenho medo, de que ela ame mais a ele que a mim, porque sei que lá fora, é a unica cabeça que ainda lembra quem eu sou, quem eu fui, o resto foi de passagem.Até agora não marcaram a data do julgamento, apesar da mãe dela, ter deposto a meu favor, dizer que lhe defendi, que ela ia morrer, apresentar laudos e todo o resto,
Eu não saberia dizer nem o que aconteceu, simplesmente travei quando ouvi do meu tio que ele faria aquilo comigo, era o meu tio Isaac Romano, o homem que tocava em nossas cabeças enquanto brincavámos, pedia beijos na bochecha, me colocava sentada em seu colo na missa na igreja.Estava o tempo inteiro com o meu pai, com a minha mãe, ele me viu crescer, junto com a sua filha, e quando todos o acusava, eu era a única a dizer que não, a achar que ele só queria ajudar, quando me induziu a ser garota de programa numa boate, para descobrir o que eu jamais descobriria, quem matou o meu pai.Eu me perdi em meu mundo por dias, Camilla tinha razão, eu fui criada com muitas regalias, não conheci nada da vida, e ali estava a prova, o meu pai morreu eu fui tão facilmente levada por uma conversa, a minha mãe foi violentada de todas as formas, pelo homem que ela chamou por muito tempo de cunhado.E agora, ela estava no hospital, e mais uma vez, eu travei, eu me tranquei em meu mundo, como metodo de defe
Sai de casa deixando Tessália pensar nas neuras dela, sabia que pra ficar comigo era mais que só dizer, não vou abrir mão da minha vida, mesmo gostando dela. Não tem vida pra mim sem ser no tráfico, ela foi criada diferente, não tem mudança para mim, uma vez no crime sempre no crime, é nele que garanto a minha vida, tiro a minha renda, garanto pra os meus.Ela ficou no barraco, não ia apertar a mente, nunca fui de forçar ninguém cojntra a vontade, ou dá porque quer, ou não dá pô. Fiquei na biqueira com os moleques, a chuva não parou, varou a noite quase toda. Já era madrugada alta, a chuva caia, estava sentado fazendo as contas de tudo. – Rodrigo?Levantei a cabeça olhei pra porta, lhe vendo com meu casaco, cabelos pingando, toda molhada. – O que tu veio fazer aqui? – Ia ficar gripada, tinha certeza, nem sabia como veio de lá pra cá, a calça toda molhada, mas encharcada até o meio das canelas. – Fica comigo vai. – Pediu meio chorosa, os moleques não deram um pio, arrastei a cadeira pra
O dia estava sendo maravilhoso, perfeito pra mim depois de tudo, tantas idas e vindas acabei parando ali nos braços de quem eu não queria estar, de certa forma o destino me jogou na vida de Rodrigo, estava entrelçado? Não sei.Eu nunca acreditei em destino, o dia era chuvoso, depois de ficar na sua casa por um dia quase inteiro, eu não poderia abusar, precisava voltar pra casa me entender com a minha mãe. Quando me vesti, pentei o cabelo, ele estava sentado na sala assistindo tv, me olhou com os seus olhos pretos tão intensos, que eu não tive duvidas, nunca estive tão apaixonada na vida.A perfeição desde os seus olhos se espalhando por seu corpo, a boca carnuda deliciosa. - Eu vou te levar. - Avisou eu não achei ruim, quem me dera, mas todo e qualquer segundo com ele estava sendo prazeroso, além do sexo, da cama, era só estar junto, mesmo em silêncio a sua companhia me apazigua e isso é tão bom.Passou pra o quarto, abriu o guarda-roupa pegou uma blusa de mangas compridas branca, um pou
Último capítulo