Marcos, parado na soleira do chalé, me encarava ofegante, como se tivesse corrido uma maratona.
— Letícia... por favor. — disse ele, a voz baixa, quase um sussurro. — Me escuta.
Minha garganta apertou, e senti as lágrimas ameaçarem voltar.
— Mas que merda! — soltei um grunhido, virando-me e entrando no chalé, incapaz de suportar a visão dele por mais um segundo. — Você não deveria te vindo até aqui. Aliás, como deixaram você entrar?
Marcos fecha a porta, sem sequer deixar de me olhar. Eu po