Mundo de ficçãoIniciar sessãoExistem homens que seguem as regras, e existe Daniel Bittencourt. Ele é o CEO que não negocia: ele aniquila. O magnata que não pede licença: ele toma posse. Dono de um império construído sobre o concreto e a frieza, Daniel é o predador supremo do mercado imobiliário. Para ele, o mundo é um tabuleiro de xadrez e as pessoas são apenas peças descartáveis. Ele precisava de uma esposa para selar o maior acordo da sua vida, e não estava disposto a perder tempo com sentimentos. Ele queria o controle. Ele queria a perfeição. E ele descobriu que tudo, absolutamente tudo, tem um preço. O valor da sua nova aquisição? A alma de Mariana Lacerda. Mariana é fogo e intelecto. Uma estudante de Direito que acredita na justiça, até ser traída pelo próprio sangue. Vendida pelo pai como uma mercadoria de luxo para quitar uma dívida de jogo milionária, ela se vê arrancada da faculdade e jogada nos pés do homem mais arrogante e perigoso da elite. O contrato foi selado em silêncio: Daniel assinou o cheque, e Mariana virou sua propriedade exclusiva. Agora, ela é a prisioneira na cobertura de vidro do Bittencourt. Uma gaiola de ouro onde o "sim" foi arrancado à força e o sobrenome dele é a sua marca de posse. Ela jura que vai encontrar a brecha legal para destruir o império dele. Ele jura que vai dobrar a "doutorinha" até que ela implore por sua atenção. Trancados entre paredes de mármore e lençóis de seda, uma guerra de ódio e obsessão começa. No mundo de Daniel, quem tem o ouro faz a lei. Mas no mundo de Mariana, a vingança é um prato que se estuda em cada cláusula. veneno.
Ler maisO PREDADOR DA NOITEPONTO DE VISTA: DANIEL BITTENCOURT— Garras se cortam, Diego. Vontades se quebram com a mesma facilidade com que se quebra o pescoço de um frango — repeti, a voz saindo como um sussurro gélido que silenciou as risadas ao redor.Ajustei as abotoaduras de ouro branco nos punhos da minha camisa de algodão egípcio de mil fios, sentindo o toque impecável, quase ofensivo, do tecido contra a minha pele. Cada detalhe da minha vestimenta era uma extensão do meu poder, uma armadura que não permitia falhas.— Em breve, eu vou conhecer essa garota pessoalmente, mas não pense que vou facilitar o lado dela só porque o pai é um merda endividado. Antes de aceitar esse "ativo" na minha vida, eu vou jogar a minha última cartada. Vou convocar uma reunião de emergência para as sete da manhã e fazer aqueles acionistas enfiarem essa exigência de casamento em um lugar bem escuro e úmido. Vou provar que a AeroSky não precisa de uma "âncora moral" de saias para lucrar bilhões e dominar o e
— Diego, olha pra mim — apontei para o meu próprio rosto, a arrogância transbordando em cada palavra, em cada gesto milimetricamente calculado. — Você acha que eu me importo se ela é inteligente, se tem papo ou se gosta de ler a porra de um livro? Eu só preciso que ela seja apresentável nas fotos e silenciosa nos jantares. Eu pago a dívida do pai, tiro ela daquela lama de classe média falida onde ela deve viver e ela me entrega a imagem de "homem de família" que os alemães querem. É uma transação comercial, nada mais. Um ativo que eu estou adquirindo para valorizar a minha empresa.— Eu não preciso conhecê-la para saber que ela aceitará. Pessoas como o Lacerda criam filhos como se fossem apólices de seguro para os seus próprios fracassos, moedas de troca para quando a água bater na bunda. O que quer que ela seja, será melhor do que a vida de merda que ela tem agora. Eu compro o silêncio dela com joias, compro a presença dela com um sobrenome de peso e, quando os alemães assinarem o co
O gelo estalava no meu copo de uísque, um som seco e irritante que parecia ecoar a minha própria paciência se esgotando, enquanto o som dos graves da L’Empire fazia o chão do camarote privativo vibrar sob meus sapatos italianos de couro de crocodilo. O ar ali era denso, sufocante, saturado com o cheiro de perfumes caros que custavam o salário anual de um operário, fumaça de narguilé e aquela fragrância inconfundível de desespero que as mulheres exalavam quando tentavam desesperadamente chamar minha atenção. Ao meu lado, duas dançarinas da casa, vestidas com pouco mais que fios de seda e um brilho exagerado de glitter, disputavam espaço, empurrando-se sutilmente para ver quem conseguia encostar mais no meu braço ou sentir o calor do meu terno sob medida. Para mim, elas eram apenas ruído branco. Consumo descartável. Eu pagava, usava com a frieza de quem desfolha um relatório e esquecia o nome se é que chegava a saber antes mesmo de o elevador chegar ao térreo. — Você está com aquela ca
PRÓLOGO: O PREÇO DO SILÊNCIOQuem disse que ver a mãe sofrendo nas mãos do próprio pai desde a infância te torna uma mulher forte, certamente nunca sentiu o gosto ferroso do sangue na boca enquanto tentava abafar o próprio choro para não ser a próxima vítima. A força não nasce do trauma; o que nasce é um instinto de sobrevivência doentio, uma capacidade de ler o perigo no som de uma chave girando na fechadura ou no estalo de uma garrafa de vidro sendo aberta. Eu cresci em um campo de batalha doméstico, onde as leis que eu tanto estudava na faculdade de Direito não passavam de papel higiênico para o homem que eu era obrigada a chamar de pai.Minha infância foi marcada pelo som dos passos pesados de um viciado em jogo, um homem que dissipou não apenas o nosso patrimônio, mas a dignidade da minha mãe, soco após soco, humilhação após humilhação. Eu me escondia entre os livros de doutrina jurídica, decorando artigos e parágrafos como se eles fossem as grades de uma cela que um dia me prote





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