Ele sorriu de novo, como quem entende mais do que demonstra. Tirou do bolso interno do terno um cartão branco, simples, com letras douradas em relevo: Marco Bellini — Associati.
— Caso precise de algo, Dante, qualquer coisa… me procure. Você é sangue do seu pai, isso basta.
Peguei o cartão, senti o peso invisível dele nas minhas mãos, e guardei no bolso como se fosse um pedaço de chumbo.
— Obrigado, senhor Bellini.
— Arrivederci, ragazzo — disse ele, piscando discretamente, antes de se virar e