Isabela ainda segurava minha mão quando começamos a andar em direção ao carro. O silêncio entre nós não era desconfortável; pelo contrário, parecia preencher de calma tudo o que antes era peso.
Ela passou os dedos pela lataria, como se estivesse tocando uma memória.
— Meu pai amava esse carro… — disse baixinho, quase para si mesma. — Ver ele assim de novo… é como se uma parte dele tivesse voltado.
Não sabia o que responder. Apenas observei, respeitando aquele instante. O sorriso dela era nostál