Dante não conseguia desviar o olhar.
Elena estava parada diante dele, como uma miragem perigosa materializada em carne, pele e seda. O robe negro envolvia seu corpo com um misto de provocação e desafio, o tecido acetinado desenhando curvas que ele desejava conhecer mais. À sua volta, o quarto era tomado pela penumbra, iluminado apenas por uma lâmpada suave no canto — luz suficiente para incendiar sombras e alimentar segredos.
O ar parecia espesso, denso, carregado de algo que pulsava entre eles