William Rodrigues
As meninas já estavam no banheiro, rindo com a minha mãe — ou melhor, com a Marta — que agora eu chamava de mãe com o maior orgulho do mundo.
Mas nada me preparou para o que encontrei ao cruzar a porta da sala do orfanato.
A Isabel estava ali. Como antes. Só que agora com a Nina no colo. E dessa vez, ela não estava sozinha. Um homem elegante, de fala mansa e postura tranquila estava ao lado dela. Ele me olhou como se já soubesse quem eu era.
— Boa tarde — cumprimentou com educ