Alice leu o bilhete mais uma vez antes de dobrá-lo com cuidado e colocá-lo na bolsa. A caligrafia de Natasha era firme, elegante, como se cada letra fosse medida para não deixar margem a dúvidas. O endereço do hotel estava ali, claro, e com ele, um horário: 15h00.
Alice hesitou. Pensou em ignorar. Pensou em rasgar o papel e jogar fora, como se pudesse, com esse gesto, apagar a presença incômoda daquela mulher de seu caminho. Mas algo a inquietava. Um pressentimento. Um nó mal desfeito no peito.