O caminho até a casa dela foi um borrão.
Eu não lembro dos sinais.
Nem das ruas.
Nem do tempo.
Só da voz dela.
“Eu preciso sair…”
“Eu não posso mais viver assim…”
Apertei o volante com mais força.
Uma sensação ruim não saía do peito.
Quando virei na rua…
eu soube.
Algo estava errado.
A casa estava com as luzes acesas.
Mas em silêncio.
Um silêncio estranho.
Pesado.
Estacionei rápido.
Desci quase correndo.
A porta estava entreaberta.
Empurrei sem pensar.
— Dandara?!
Silêncio.
Entrei.
O ambiente e