Já passava das duas da manhã.
E eu ainda estava acordado.
Deitado, olhando pro teto, com a mente longe de qualquer descanso.
Tentando ignorar uma sensação que insistia em ficar.
Mas não dava.
Dandara.
O jeito que ela me olhou.
O silêncio dela.
O “eu tô tentando”.
Aquilo não saía da minha cabeça.
Virei de lado.
Fechei os olhos.
Tentei dormir.
Inútil.
Foi então que o celular tocou.
O som ecoou no quarto de um jeito diferente.
Mais alto.
Mais urgente.
Franzi a testa.
Peguei o aparelho.
E quando vi