O jantar tinha acabado.
A casa ainda estava cheia de vozes.
Risos baixos.
Conversas espalhadas pelos cantos.
Mas Dandara precisava de silêncio.
Saiu devagar.
Sem chamar atenção.
Foi até a varanda.
O mesmo lugar de sempre.
O vento da noite era leve.
Quase um carinho.
Ela apoiou as mãos na grade.
Respirou fundo.
Tentando organizar tudo.
A dor ainda estava ali.
Presente.
Mas já não era sufocante.
Só… parte dela.
— Fugindo de novo?
A voz dele veio baixa.
Ela não se assustou.
Só fechou os olhos por