Mundo ficciónIniciar sesiónEm uma encantadora cidade à beira-mar, dois casais inseparáveis, Laura e Daniel, juntamente com Sofia e Lucas, tomam uma decisão inusitada: prometem seus filhos, Emily e Gabriel, em casamento desde a infância. No entanto, o destino intervém de maneira surpreendente, separando as famílias e levando os jovens para lados opostos do mundo. Enquanto Emily é criada em um charmoso vilarejo rural, nutrindo sua paixão pela arte e pela natureza, Gabriel cresce em uma metrópole agitada, mergulhando na tecnologia e na busca por inovação. À medida que os anos passam, eles se tornam adultos independentes, alheios à promessa feita por seus pais. Com personalidades únicas e ambições distintas, Emily e Gabriel seguem caminhos separados, sem ter ideia do destino que seus pais traçaram para eles. No entanto, o destino tem um jeito enigmático de entrelaçar vidas, e quando circunstâncias imprevistas os reúnem, eles descobrem a promessa que paira sobre eles desde a infância. Enfrentando um turbilhão de emoções conflitantes, Emily e Gabriel precisam lidar com a revelação da promessa de casamento feita por seus pais e decidir como seguir adiante. À medida que eles se conhecem melhor, surge uma amizade sincera e uma conexão especial que transcende o passado. "Promessa de Um Destino" é uma história envolvente sobre amor, escolhas e o poder do destino, enquanto dois jovens corajosos desafiam as expectativas e decidem trilhar seu próprio caminho em meio às complexidades do amor e das promessas feitas por aqueles que vieram antes deles.
Leer másRicardo, o pai de Vivi, viajava entre Phoenix e Dallas toda semana a trabalho, e só estava em casa nos finais de semana. Só via sua esposa e filha nesses dias, e isso o deixava bastante triste, pois as amava demais para só vê-las dois ou três dias na semana. Então, decidiu se mudar definitivamente para Dallas, levando-as consigo.
Vivi tinha dez anos quando sua mãe a avisou que iriam se mudar de Phoenix, no Arizona, para Dallas, no Texas. Ela não tinha idade suficiente para entender o que aquilo realmente significava, só sabia que não veria mais seus amigos com tanta frequência como ultimamente, e possivelmente não os veria mais.- Mas por que vamos nos mudar? – ela perguntou com um tom de tristeza na voz.- Filha, seu pai foi transferido e precisamos nos mudar, mas será só dessa vez, eu prometo! – Verônica respondeu com carinho para a filha.- Mãe, e meus amigos? Nunca mais os verei? – questionou com os olhos marejados.- Vivi... – Verônica disse, abraçando a filha que começou a chorar. – Você vai poder falar com eles todos os dias pelo telefone, e com certeza fará novas amizades em Dallas.- Pelo telefone não é a mesma coisa – resmungou. – E como você pode saber que farei novas amizades lá? – interrogou, levantando a cabeça e olhando para a mãe.- Seu pai me disse que os nossos novos vizinhos têm três filhos, e um deles é uma menina quase da sua idade – Verônica contou, olhando para Vivi.- Verdade? – perguntou empolgada e Verônica fez que sim com a cabeça. – Mesmo assim mãe, não será a mesma coisa...- Eu sei, filha. Nem sempre uma mudança é boa, mas essa será, tenho certeza disso.- 'Tá, mãe. Eu acredito em você. Quando a gente vai?- Semana que vem. Quer me ajudar a empacotar tudo? – Verônica perguntou, andando em direção à cozinha.- Claro! – Vivi disse, correndo toda saltitante junto à mãe.A semana passou rápido. Verônica e Vivi arrumavam e empacotavam tudo, praticamente os dias inteiros. Mesmo sendo apenas em três pessoas na casa e um labrador, eles tinham muita coisa para ser encaixotada.Ricardo chegou na sexta-feira à noite para ajudar a esposa e a filha com os últimos preparativos para a mudança. As duas estavam no andar de cima da casa, quando ouviram um carro estacionando e a porta da frente se abrindo.- É o papai! – Vivi disse, se levantando e correndo em direção às escadas.- Sim... – Verônica nem teve tempo de responder para ela, que já tinha sumido de suas vistas.- Papai! – gritou do topo da escada e desceu correndo.- Ricardo olhou-a vindo em sua direção, e sorriu para ela, colocando as malas no chão.Vivi pulou em seu colo e encheu a bochecha dele de beijos. Ricardo adorava quando a filha fazia isso, ela era tão carinhosa e amorosa, que o deixava orgulhoso pela educação que ele e a esposa lhe deram.Verônica descia as escadas lentamente em direção aos dois.- Que saudades que eu estava do meu bebê – ele disse beijando o rosto da filha.- Pai, eu não sou mais um bebê, tenho dez anos, sou quase uma adolescente – falou, sorrindo orgulhosa para o pai. Ela não via a hora de se tornar adolescente. Mal sabia que essa seria uma das fases mais tristes de sua vida...- Para mim, você sempre será meu bebê – disse, colocando-a no chão e fazendo cafuné em sua cabeça, bagunçando seus cabelos que estavam presos como “maria chiquinha”. Ele abriu os braços para Verônica, que observava os dois.- Meu amor, senti tanto a sua falta – ele falou, abraçando a esposa e dando um selinho demorado.Vivi ficou no meio dos dois, e se afastou para não atrapalhar o beijo dos pais. Fez bico para chamar a atenção de ambos, se fazendo de coitadinha, cruzando os braços e falando.- De mim ninguém sente falta, né? – abaixou a cabeça para completar o drama.Os dois interromperam o beijo e a olharam.- Oh gente, que bebê mais carente esse... – Verônica falou rindo.- Mas é claro que senti sua falta, Viviam – Ricardo disse, provocando-a, sabendo que ela não gostava quando ele a chamava assim. Verônica caiu na gargalhada.- Você está proibido de me chamar assim, e sabe disso – Vivi resmungou brava, apontando o dedo para os pais, batendo o pé no chão, fazendo agora Ricardo cair na gargalhada, acompanhando a esposa.- Desisto – olhou para os dois, abaixando os braços.- Como resistir a essa fofura de pessoa, assim toda brava? – Ricardo, que adorava perturbar Vivi, perguntou para Verônica.Ele puxou a filha e começou a cutucá-la, fazendo-a rir - e muito -, e Verônica fez a mesma coisa. Vivi, mesmo sendo uma só, tentava fazer cosquinhas nos dois, mas sem sucesso. Subiu nas costas do pai e foram os três em direção ao quarto onde as duas estavam antes dele chegar.Chegou o dia da mudança, apesar de estar triste por ficar longe de seus amigos, Vivi estava empolgada por se mudar de casa e para conhecer sua nova vizinha. Seu pai tinha falado bastante da família que morava ao lado da nova casa, os Ackles. Contou dos filhos do casal, no qual Vivi não deu muita importância para os mais velhos, já que eram homens e provavelmente nem falariam com ela, segundo a mesma. E falou também do casal, dizendo que eram pessoas muito prestativas e amigáveis. Verônica não conseguia também esconder sua ansiedade para conhecê-los.Eram oito da manhã e já estavam todos de pés, devidamente vestidos e prontos para irem para Dallas. Decidiram ir de carro, apesar das quase dezesseis horas de viagem. Vivi dormiu boa parte do trajeto, no banco de trás. A família Lavigne chegou na terça-feira de manhã, porque pararam no meio do caminho em uma pousada, para Ricardo poder descansar e dirigir tranquilamente.A casa era linda. Dois andares, com porão, vários quartos, branca com detalhes verdes e tinha uma grande varanda na parte da frente, com um jardim na entrada.Verônica acordou a filha assim que chegaram em frente à residência. Os três saíram do carro.- Vá, Vivi, explore sua nova casa – Ricardo disse assim que abriu a porta da frente.Ela obedeceu ao pai, e saiu correndo meio perdida pelos cômodos, pois não sabia por onde andar direito. Subiu as escadas e escolheu o quarto no fim do corredor como seu lugar preferido, e consequentemente seu quarto.Ela voltou correndo e desceu as escadas, dizendo.- É linda, linda, muito linda – os pais riram da felicidade da filha.- Realmente, essa casa é perfeita – Verônica olhou para o marido, dando um selinho nele.- Só tem um problema – ele falou meio sem jeito.- Qual? – as duas perguntaram juntas.- Os móveis só chegam amanhã, então eu combinei com os Ackles de passarmos essa noite na casa deles.- Ai, meu querido, mal chegamos e já vamos perturbar os vizinhos? – Verônica falou um pouco preocupada.- Meu bem, eu conversei com eles e me garantiram que não tinham problema algum.- Não sei – Verônica disse.- Mãe, acho que vai ser legal – agora foi Vivi quem falou.- É, vai ser sim – Ricardo sorriu.- 'Tá bom, então. Já que vocês dizem que está tudo bem... - Verônica aceitou a idéia e sorriu para eles.Os três saíram da casa, desceram os degraus da varanda e foram andando em direção à residência dos vizinhos.Ricardo bateu na porta. Verônica estava ao seu lado direito, e Vivi de mão dadas com ela.Joshua, um rapaz simpático de vinte anos, abriu a porta, e reconheceu Ricardo das outras vezes que ele esteve lá.- Hey, Ricardo – falou sorrindo e estendendo a mão.- Oi, Joshua, tudo bem? – o cumprimentou.- Sim, tudo bem. E quem seriam essas duas moças? – perguntou olhando para Verônica e Vivi.- Obrigada pelo moça - Verônica disse, o cumprimentando antes mesmo do outro apresentá-la. – Eu sou esposa do Ricardo, Verônica. E essa é minha filha, Vivi.- Oi – ela disse timidamente.- Olá – Joshua cumprimentou Verônica e se abaixou um pouco para dar a mão para Vivi. – Como foi de viagem? - perguntou olhando para ela.- Bom, a parte que eu fiquei acordada foi boa, mas o resto eu não sei, tem que perguntar para os meus pais – falou sorrindo, feliz por ele ter feito essa pergunta a ela.Joshua riu com a esperteza e simpatia da garota. Abriu a porta para eles entrarem na sua casa e chamou seus pais.- Sim, Josh - Donna gritou.- Mãe, o Ricardo está aqui com sua esposa e filha – foi em direção à cozinha, onde sua mãe estava.- Ah sim, eu quase me esqueci que eles chegariam hoje – Donna falou enquanto chegava à sala.- Olá, Donna, tudo bem com você? – Ricardo perguntou, a cumprimentando.- Sim, está tudo perfeito. E com vocês? – respondeu olhando para os três.- Estamos um pouco cansados, mas bem – agora foi Verônica quem disse. – Prazer, eu sou Verônica, esposa do Ricardo – ela estendeu a mão para Donna, que a abraçou.- Oi, querida. Estava ansiosa para te conhecer – disse toda sorridente. Agora ela olhava para Vivi.- Olá, mocinha. Como é o seu nome? – perguntou amorosamente.- Meu nome é Vivi Lavigne, muito prazer em conhecer a senhora – disse sorrindo para Donna.- Mas que mocinha mais simpática – a abraçou e beijou seu rosto.- Obrigada – Vivi falou sorrindo.- Onde está o Alan? – Ricardo perguntou para Donna.- Ah, ele foi com o Jensen buscar a Mackenzie na escola.- Entendo. A Vivi está muito ansiosa para conhecer a Mackenzie – o pai comentou com Donna, sorrindo.- Que coincidência, ela também está muito ansiosa para te conhecer, Vivi – a matriarca dos Ackles disse,olhando para Vivi, que a respondeu com um sorriso.Ricardo, Verônica e Donna estavam na cozinha conversando animadamente, e Vivi estava com Josh na sala, que lia um livro.Emily narrando… Hoje estou num novo momento de minha vida. Três anos depois que pensei que minha vida tinha acabado com a morte dos meus pais estou aqui me preparando para o meu casamento, casamento com o homem que sempre amei. Hoje vejo com outros olhos o contrato que nossos pais fizeram, pois todos sabiam que minha felicidade era ao lado do Gabriel. — Manu, você acha que ele vai desconfiar? — perguntei, mordendo o lábio enquanto observava meu reflexo no espelho. O vestido branco, delicado, parecia brilhar à luz suave do quarto. Era o dia mais importante da minha vida, e eu queria que tudo fosse perfeito. Manu, sentada na poltrona ao lado, cruzou os braços e sorriu, aquele sorriso de quem sabe que vai guardar um segredo incrível. — Emily, se tem uma coisa que o Gabriel não é, é desconfiado. Ele está tão nervoso quanto você, aposto. Acho que ele não faz ideia do que você está prestes a dizer. — Eu sei… — suspirei, ajeitando o véu. — Mas e se ele perceber algo na minha voz?
Emily narrando A conversa com os pais do Gabriel não foi fácil, me sinto desgastada, como se nossa vida fosse uma luta constante e como se o destino tivesse determinado a nós separar. — Emily, você ficou calada depois que meus pais foram embora. — Gabriel, será que estamos fazendo o certo? — Ei, nunca mais se questione sobre isso, eu te amo e não estou arrependido de nada. Você se arrependeu de ter se entregue a mim? — Não, jamais me arremedo disso, Gabriel, sempre foi você, não consigo imaginar outra pessoa tocando em meu corpo, não consigo imaginar entregando meu coração para outra pessoa que não seja você. — Então deixa de paranoia e não fica com na sombra dos meus pais, eles vão entender que nos amamos. Senti a tensão no ar, mas não sabia como afastar essa sensação. Gabriel me olhou com aqueles olhos que tanto amava, tentando me convencer de que tudo ficaria bem. Ele sempre teve essa confiança inabalável, como se nada pudesse nos separar, mas eu não conseguia deixa
Emily narrando… Acordei com os raios de sol invadindo o quarto, mas estranhamente, a cama estava fria ao meu lado. Estiquei o braço, ainda meio sonolenta, mas o espaço onde Gabriel deveria estar estava vazio. Senti uma pontada de ansiedade no peito, mas logo me levantei, puxando o robe para me cobrir. “Ele deve estar em algum lugar pela casa”, pensei, enquanto caminhava descalça pelo corredor. O cheiro de café fresco e algo doce no ar me guiou até a cozinha. Lá estava ele, de costas para mim, com o avental amarrado de forma desajeitada sobre a calça de moletom. Ele cantarolava baixinho uma música que eu não reconhecia, enquanto mexia em uma frigideira. A mesa já estava posta: frutas, pão fresco, geleias, e ao lado de uma jarra de suco, uma florzinha solitária num copo improvisado como vaso. — Bom dia, dorminhoca — ele disse, sem nem olhar para trás, como se tivesse sentido minha presença. — Bom dia — respondi, um sorriso bobo se espalhando pelo meu rosto. — O que é tudo isso? El
Gabriel Narrando...Desde quando vi a Emily triste por ter magoado o Theodoro, venho me perguntando o que ela sente por mim? Não sei, talvez seja meu ciumes ditando as regras, ou até mesmo me mostrando a verdade. Depois de uma conversa bem esclarecedora vi o quanto fui idiota ao me deixar levar pelo meu, ciúmes. A Emily me ama, ela me escolheu para ser seu primeiro e só depende de mim ser o único.— Emily, sou um idiota mesmo, estou enlouquecido pelo ciúme, e fico envergonhado com minhas atitudes.— Ei não fala assim... Entendo o que você imaginou, mas entenda que não pretendo ficar com mais ninguém.Ela senta em meu colo colocando uma perna em cada lado e sua boca encontra a minha em um beijo diferente dos outros que trocamos, essa tinha algo diferente.Ela me beijava com uma intensidade que me fazia esquecer de tudo ao nosso redor. Não era só um beijo; era como se ela quisesse me mostrar tudo o que sentia, tudo o que estava guardado dentro dela. Meu coração disparava, e eu sentia o





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