Mundo de ficçãoIniciar sessãoPerdida em uma missão no vasto deserto, a tenente Helena se vê isolada de sua equipe e à mercê do perigo. O destino, porém, tem outros planos. Ela é resgatada pelo líder de um grupo de contrabandistas, o enigmático e calculista Dario, a quem jurou capturar. Mas nem Helena nem Dario suspeitam da verdade que os une: há mais de uma década, foram marido e mulher, até que uma solidão devastadora os separou. À medida que Helena, enfraquecida e dependente dos cuidados de Dario para sobreviver, recupera suas forças, Dario lentamente percebe a identidade da mulher que salvou. No entanto, o passado entrelaçado que os une se torna uma arma de dois gumes. Entre arrependimentos e a tensão crescente de suas convicções opostas, o reencontro coloca ambos em um dilema: seguir seus deveres ou ceder àquilo que o deserto lhes resgatou — uma chance de redenção e talvez de um novo começo. A história mistura tensão, romance, mistério e ação em uma jornada de revelações e escolhas difíceis nas vastidões do deserto.
Ler maisGregory acomodou Helena na cama e se retirou, sentia o corpo doer e os cacos de suas convicções quebradas espalhados por todos os lados. Estar com ela e Rafael era sobre entrega, sobre confiar e amar de todas as formas. Ele se tornou pensativo. Evitou Rafael por dias até que concluísse sua racionalização das coisas. Helena estava em Zurique, resolvia algumas situações com o navio, contratações e as rotinas de família e amigas. Gregory, ainda inseguro, chegou perto do parceiro, que lia algo em um tablet, anotando em outro. Era um tipo elegante. — Escuta, Rafael. - Rafael em um salto, perdia toda a postura relaxada. - Desculpa, eu não quis assustar.— Você e Helena... vou amarrar um sininho no calcanhar de cada um. - Rafael bufou, recompondo-se.— Não somos tão silenciosos. - Gregory respondeu aviltado. — Sininhos. - Rafael repetiu. - Como em gatos. Nos tornozelos. — Não seja tão dramático. É só se colocar em um lugar mais estratégico. - Gregory ralhou. — O que quer, Gregory? - Rafa
Romance era a definição dos dias que Helena e Rafael estiveram a sós. Um do tipo picante, solto, livre de convenções e obrigações. Gregory retornava depois de três dias. Trazia os suprimentos, algumas coisas pessoais e livros de filosofia, cuidadosamente encontrados em raras livrarias e antiquários. Assim como Rafael, foi recebido com um abraço quente e um beijo bom de Helena, que parecia de bem com o mundo. "Obra desse cafajeste, certamente." Greg pensou, sorrindo. Ela estava leve, dócil e adoravelmente atraente.— Bem vindo. - Rafael o recebeu, ajudando-o com a carga. — Obrigado. - Gregory respondeu, um abraço fraterno entre eles. Entrou na casa, ajustando os suprimentos. Helena se encantava com os livros.— Como foi a viagem? - Helena perguntou, olhando-o, com seus diamantes brilhantes.— Bem. Acabei encontrando uma propriedade perto do lago a caminho daqui. Gostariam de conhecer? - Ele anunciou. Ambos concordaram. Uma viagem curta revelava um bonito casarão clássico, resistente
— Vou buscar alguns suprimentos médicos. - Gregory anunciou. - Consegue cuidar dela por algum tempo? Hoje, nosso entregador virá verificar e abastecer. O pagamento dele está na escrivaninha da varanda. Voltará amanhã para repor. - Rafael prestava atenção.— Mais alguma coisa, comandante? - O homem brincou. — Basicamente isso. Ela tem uma rotina silenciosa. Mantenha-se atento. É fácil deixar de notar a presença dela. - Gregory concluiu. - Se não estabelecer horários e disciplina, ela esquece de si estando relaxada. Tenta focar. - Ele instruiu.— Entendo porque ela gosta tanto de você. Você alivia a carga mental dela. - Rafael verbalizou. — Não sei se é isso. - Greory pegou sua bolsa e as chaves do carro. — Tem a ver com segurança, Greg. Tudo tem a ver com segurança. Ela se sente segura com você. - Rafael percebia aquilo. - Até eu, que sou desregrado sinto isso.— Mas foi você quem a fez desistir de morrer, Rafael. - Gregory surpreendia. - Vou ficar uns dois dias fora. Cuida bem dela
Rafael e Gregory, confortáveis, se deitaram com Helena, um de cada lado dela. Gregory decidiu proteger-lhe as costas, Rafael lhe deu uma das mãos e afagava o rosto delicado adormecido.— Linda. - Rafael sussurrou, apreciando as delicadas linhas que desenhava com as pontas dos dedos. Gregory a pressionou suavemente, pela cintura contra si. Via o parceiro de traços fortes e refinados. "Será que sou tão atraente quanto esse cara?" Ele percebia detalhes do outro homem. "Eu sei o que ela vê em mim, mas nele é em Dario?" O sono de Gregory se afastava quanto mais observava-o, tão terno, com a mulher em seus braços.— Você já se relacionou com outros homens? - Gregory perguntou, intrigado ao parceiro que já mostrava sinais de sono.— Você realmente quer falar disso a essas horas, Greg? - Rafael respondeu, já lento.— Deixa para depois... - Gregory beijou os cabelos de Helena e fechou os olhos, lentamente. Sentiu o afago quente e pesado de Rafael sobre seu braço, o homem se aconchegava. Espont





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