Mundo de ficçãoIniciar sessãoDuas dinastias criminosas governam o submundo em silêncio, sustentadas por sangue, lealdade e medo. Para evitar uma guerra que poderia destruir tudo, um acordo antigo é reativado: o herdeiro mais cruel da Casa Valenti deve se unir à primogênita da família Moretti assim que ela atingir a maioridade. O aniversário de Isabella Moretti se aproxima — e com ele, a sentença que nunca escolheu. Criada para obedecer, ela cresceu desejando exatamente o oposto: liberdade, escolhas próprias e um futuro longe das correntes invisíveis que sua família chama de tradição. Isabella não aceita ser moeda de troca nem viver ajoelhada diante de um homem que representa tudo o que ela odeia. Alessandro Valenti é o sucessor de um império construído sobre violência e controle. Frio, calculista e implacável, ele não acredita em amor — apenas em dever e domínio. O casamento não é um desejo, mas uma obrigação necessária para manter o poder da família intacto. Ele quer uma esposa silenciosa, submissa e obediente. Isabella é exatamente o erro que ele não pediu… e a tentação que não consegue ignorar. Presos a uma união forçada, cercados por segredos, traições e jogos de poder, Alessandro e Isabella entram em uma guerra silenciosa onde desejo e ódio caminham lado a lado. O que começa como imposição se transforma em algo perigoso, intenso e proibido. Em um mundo onde amar é fraqueza e desobedecer pode custar a vida, eles terão que escolher entre seguir as regras que os mantêm vivos… ou se render a uma paixão capaz de destruí-los por completo.
Ler maisAcordo determinada a conversar com a minha mãe. Acredito que, depois do que aconteceu ontem, ela aceitará fugir comigo e com Elena. Estou esperançosa de que sim.Quando desperto por completo, percebo que Elena não está mais na cama. Tomo banho, me arrumo e desço para o café da manhã. Ao chegar à mesa, encontro todos já sentados em seus devidos lugares.Meu olhar vai direto para Elena — ela está estranha. Minha mãe também não parece bem. Seu olho está roxo, resultado claro do tapa que levou do meu pai. Fecho a mão em punho ao ver aquilo. Minha mãe não merece continuar sofrendo nas mãos dele.— Não estoucom fome. Vou para o meu quarto — diz Elena, fazendo menção de se levantar, mas o papai segura seu braço com força.— Senta na merda dessa cadeira — ele ordena, forçando-a a se sentar.— O que está acontecendo? Por que você está assim, Elena? — pergunto, confusa.— O que está acontecendo? Você ainda tem a co
— O que você pretende fazer, Isabela? — Elena pergunta, me fazendo olhar para ela.— Eu ainda não sei... Mas eu não vou me casar com aquele homem — falo, sentando-me na cama.— Eu vi vocês dois conversando. Vocês formam um lindo casal. Ele é muito lindo, Isabela! Seria um sonho me casar com um homem como aquele. Será que um dia isso vai acontecer comigo? — ela diz, se jogando na cama e olhando para o teto.— Eu espero que isso nunca aconteça, apesar de eu ter meio que te oferecido para se casar com ele no meu lugar — falo. Então ela olha para mim.— Você está falando sério? O que ele falou para você? Ele aceitou? — Elena pergunta, com uma empolgação que não me agrada.— Foi um erro o que eu fiz. Eu falei que você era até mais bonita do que eu, que ele podia se casar com você no meu lugar, que você era diferente de mim, obediente, submissa e que seria a esposa perfeita para ele. Mas eu não deveria ter falado aquilo. Eu não quero que você tenha um destino desse. Você ainda é uma menina
Entrei no quarto e tranquei a porta com um clique seco, definitivo. Encostei as costas nela por alguns segundos, o peito subindo e descendo rápido demais, como se o ar não fosse suficiente. O silêncio me envolveu — não como conforto, mas como uma trégua frágil antes da próxima explosão.A conversa com Alessandro ecoava na minha mente, repetitiva, sufocante. Ela não só confirmou meu maior medo… escancarou tudo.Ele não era apenas o homem que tentariam enfiar à força na minha vida.Ele era o símbolo de tudo o que eu desprezava. Controle disfarçado de proteção. Frieza travestida de dever. Arrogância sustentada pelo poder.E o pior de tudo: ele realmente acreditava que conseguiria me dobrar.Caminhei até o espelho e arranquei os brincos com raiva, jogando-os sobre a penteadeira. O som metálico pareceu alto demais naquele quarto abafado. Encarei meu reflexo, os olhos ardendo, a maquiagem começando a borrar. Quem era aquela mulher?A que sorriu durante o ensaio.A que apertou mãos.A que ou
As palavras caíram sobre mim como uma sentença.Não precisaram ser ditas em tom alto para doer, para marcar cada espaço ao meu redor.E, ainda assim, eu não desviei o olhar.Meu peito queimava, cada batida parecia mais alta que a anterior, ecoando na minha cabeça.Raiva, medo, desafio… tudo se misturava em um turbilhão que eu não sabia controlar.Eu podia sentir o poder dele, a presença esmagadora que parecia prender meu corpo, minha mente, meu ar. E, mesmo assim, uma parte de mim se recusava a ceder.Eu queria fugir, correr para qualquer lugar que não fosse aquela sala, aquele olhar, aquele homem.Mas sabia que não podia. Não agora.Não quando cada movimento meu era observado, pesado, julgado.E, ao mesmo tempo, havia algo no jeito como ele me encarava que me fazia querer testar os limites, provocá-lo, descobrir até onde eu poderia ir sem ser quebrada.Respirei fundo, sentindo o ar pesado e quase sufocante.— Eu não sou o que você quer e espera, Alessandro — disse, a voz tensa, os ol
Último capítulo