A madrugada tocava o mundo com seus dedos de névoa quando Evelyn abriu os olhos. Ainda era cedo demais para o sol e tarde demais para os sonhos. A casa dormia, mergulhada no silêncio espesso que só o peso da verdade podia criar. Mas ela não.
Envolta num robe de cetim azul-marinho, caminhava descalça pelo jardim úmido da madrugada. Os arbustos estavam cobertos de orvalho, e as pedras frias sob seus pés traziam-lhe uma lucidez dolorosa. Cada passo era como pisar nas ruínas d