O som seco da tranca metálica ecoou pelos corredores frios da penitenciária de Wandsworth. A pesada porta se abriu com lentidão ritualística, como se o próprio sistema hesitasse em liberar aquele homem.
Henry Ashbourne atravessou o portão de ferro como se estivesse entrando em uma sala de conferência — não deixando uma cela. O rosto sério, os passos comedidos, o terno sob medida. Nenhum traço de fraqueza. Nenhuma hesitação.
Não era um homem vencido. Era um homem em pausa.
Lá fora, o cenário já