Érico
Eu parecia um idiota. Sorrindo à toa no meio da rua, como quem acabou de ganhar na loteria. Depois daquele pedido de casamento improvisado — no restaurante de comida a quilo, com salada quente e verduras de procedência suspeita — eu só queria que ela entendesse: não era por obrigação, nem por remorso, muito menos por pena. Era porque eu queria. Queria ela. Queria meu filho. Queria a gente junto.
Enya era simples… mas de fibra. Tinha uma força que me desarmava. O oposto das meninas mimadas