Mundo de ficçãoIniciar sessãoMe chamo Clarisse Nery e nessa aventura irei te contar como tudo na minha vida virou de cabeça para baixo, perdi tudo o que não poderia viver sem... Vou te contar como aprendi a liderar, a ser forte, aprendi na força como resolver todos os meus problemas (ou pelo menos parte deles), vou te contar sobre meus três reinos e como me tornei Rainha de cada um deles! Está pronto para viver essa aventura?
Ler maisOlá, me chamo Clarice Nery Robeneau, mesmo com todo esse tempo ainda não me acostumei com o Beaux, hoje me considero uma das Rainhas mais fortes de todo o continente, não estou falando apenas de exercito ou reinos, por mais que tudo isso influencie de certa forma, estou falando de sentimentos, psicológico e principalmente aprendizado.
Tomei as decisões mais importantes de toda a minha vida a principio com a ajuda de meu amado pai Henrique e atualmente com a ajuda de meu marido Sebastian, mas a história não é bem essa, vamos voltar um pouco, não foi fácil conseguir a calmaria e a paz que hoje conquistamos, tenha calma, permita-me lhe explicar.
Vou lhe contar com detalhes como cheguei aqui, como conquistamos, reconquistamos, lutamos, enfrentamos os nossos medos, encaramos nosso maior pesadelo e no fim, lideramos e finalmente descansamos, afinal todos merecemos um pouco de sossego, não é?
Vou dividir com você a pior e a melhor parte de tudo o que eu e minha família vivemos, vou lhe contar sobre meu casamento, minhas guerras e meus medos, vou abrir meu coração e te mostrar cada ponto fraco que tenho, minhas alianças e pincipalmente como consegui dar a volta por cima de tudo aquilo que um dia achei que me derrubaria.
A partir de agora você vai entrar na minha história, na minha vida, vou te contar como fui de um bebê rejeitado até a rainha que sou hoje e também como ganhei um novo sobrenome o Beaux mesmo que eu não tenha costume de usa-lo, e sinceramente acho que nunca terei.
Espero que você possa rir e se emocionar no decorrer de tudo isso, pois eu estarei fazendo isso com certeza, chorarei de novo, me apaixonarei de novo.
O tempo passou.Dessa vez, não passou como um invasor silencioso, nem como um carrasco impiedoso. Passou como alguém que sabe onde tocar sem ferir, que entende que certas marcas não devem ser apagadas, apenas acolhidas. O tempo passou como passa nos lugares que sobreviveram: com cuidado.Raqsar estava reconstruída.Não perfeita.Não imaculada.Mas inteira.As muralhas haviam sido refeitas com pedras novas e antigas misturadas, como se o próprio reino tivesse decidido não esconder suas cicatrizes. As partes mais escuras permaneciam visíveis, lembrando a todos que aquele chão fora testado — e não cedeu. As torres voltaram a se erguer, agora mais sólidas, menos ornamentadas, pensadas para proteger, não para impressionar.A ordem estava restabelecida.Os guardas caminhavam pelas ruas com postura firme e olhar descansado. As armaduras já não carregavam o peso do desespero, apenas o da responsabilidade. Havia turnos regulares, risadas contidas durante a troca de vigia, conversas sobre coisa
O dia da coroação amanheceu sem pressa.O céu estava coberto por nuvens claras, altas demais para ameaçar chuva, densas demais para permitir um sol pleno. A luz que chegava a Raqsar era fria, difusa, como se até o dia soubesse que não era momento de brilho — apenas de presença.Os sinos não tocaram cedo.Diferente de coroações antigas, não houve chamado festivo, nem anúncio estrondoso. O som só ecoou quando o sol já estava alto o suficiente para alcançar as muralhas: três batidas longas, graves, espaçadas. Um aviso simples.É hoje.As bandeiras pretas continuavam erguidas. Nenhuma fora retirada. Apenas haviam sido ajustadas: limpas, alinhadas, presas com cuidado. Entre elas, discretamente, pendiam as cores de Raqsar — não acima do luto, mas ao lado dele.O povo começou a se reunir ainda pela manhã.Não havia empurrões, nem ansiedade ruidosa. As pessoas caminhavam devagar, como se aquele dia exigisse passos mais conscientes. Muitos vestiam tons escuros. Outros traziam pequenos símbolos
Na noite seguinte ao sepultamento, Raqsar dormiu.Não em paz — mas em exaustão.As ruas, que por dias haviam permanecido em vigília silenciosa, finalmente se recolheram. As lamparinas foram apagadas uma a uma, como se o reino inteiro tivesse decidido fechar os olhos ao mesmo tempo. O castelo, porém, continuava desperto, sustentado por corredores frios e sombras longas.Sebastian não conseguiu deitar. Vez ou outra observava Clarisse que finalmente dormia.Sentado à beira da cama, ainda vestido de preto, sentia o peso do dia anterior cravar-se nos ossos. O som da terra caindo sobre os caixões retornava sem aviso, repetindo-se como um martelo lento, constante, impossível de ignorar.Ele não chorava.A dor havia ultrapassado esse estágio.Agora era algo mais rígido, mais cortante — uma mistura de luto e raiva que não buscava consolo, apenas direção. Desde o ataque, uma única palavra se repetia em sua mente com insistência cruel:Cox.O lugar para onde eram enviados os que ninguém queria m
Raqsar não amanheceu naquele dia.Ela permaneceu suspensa entre a noite e a manhã, como se o próprio tempo tivesse se recusado a avançar sem permissão. As nuvens estavam baixas, pesadas demais para prometer chuva, leves demais para se dissipar. O frio não vinha do vento, mas das paredes, das pedras, da memória recente que ainda ardia em cada rua.O sino maior do castelo soou antes do nascer do sol.Não foi um toque único, nem urgente. Foram sete batidas longas, espaçadas, profundas, que pareciam atravessar o corpo antes de alcançar os ouvidos. Cada som dizia o mesmo: eles se foram. Não havia pressa naquele chamado. Apenas a certeza de que o reino precisava acordar para o luto.As bandeiras pretas, já penduradas desde o ataque, ganharam novos significados. Durante a madrugada, mãos anônimas haviam amarrado fitas brancas nelas. Outras haviam colocado ramos secos, flores simples, pedaços de pano costurados às pressas. O povo não esperou ordens. O luto encontrou sua própria forma.No Salã










Último capítulo