Helena
A sala do conselho da Diniz Cosmetics sempre foi imponente, mas naquela manhã ela parecia maior. Mais fria. Mais exigente. A mesa oval de madeira escura ocupava o centro como um altar corporativo. Doze cadeiras de couro, perfeitamente alinhadas, aguardavam seus ocupantes como juízes silenciosos. As paredes revestidas em painéis acústicos abafaram o som da cidade, criando um isolamento quase cerimonial — ali dentro, o mundo externo não existia. Só decisões. Só verdades. Só consequências.