Felipe
O telefone vibrou uma vez. Depois outra. Depois… silêncio. Aquele silêncio que corta, que irrita, que acende um alarme no fundo da espinha. Eu estava no andar de segurança da Diniz Cosmetics, cercado de telas, relatórios, mapas de acesso e rostos borrados por câmeras. Revendo — pela milésima vez — cada segundo da noite anterior. Tentando encontrar o maldito ponto cego onde o fantasma do Navarro se enfiou. Onde ele respirou o mesmo ar que ela. Onde esteve perto demais. Minha paciência já