Helena
O silêncio da noite é tão espesso que quase posso tocá-lo. O carro avança pelas ruas vazias, e cada sombra parece maior do que deveria. A cidade inteira respira lento — mas eu não. Meu peito dói. Não pelo medo, mas por tudo o que ainda está por vir. Adrian nos deixou sair, e até agora, não sabemos quem está por trás de toda essa guerra. É evidente que existe alguém maior, mas quem seria esse pessoa, é o grande mistério.
Felipe dirige ao meu lado, os dedos cerrados no volante, o maxilar