O sol da manhã se filtrava pelas cortinas brancas do quarto, espalhando uma luz suave sobre o carpete bege. Eu estava sentada à beira da cama, o coração ainda descompassado. Dormir tinha sido impossível. Cada vez que fechava os olhos, via o rosto de Sérgio — o espanto, o tremor das mãos, o olhar cheio de um amor que me feria tanto quanto me curava.
Ele sabia agora. Sabia do bebê.
Passei a mão sobre a barriga ainda discreta, tentando acalmar a pequena vida que ali crescia. Era uma sensação no