Narrado por Hellen
O primeiro ano depois de tudo que passou, foi como quem atravessa uma névoa densa: a gente vai, respira, sobrevive… mas não esquece. E, naquela madrugada silenciosa, percebi que Sérgio ainda vivia preso às sombras que tentou deixar para trás. Acordei com o sobressalto dele, o corpo quente de suor, a respiração pesada como se tivesse corrido quilômetros dentro de um pesadelo.
Sentei-me devagar e toquei seu ombro.
— Sérgio… amor… — sussurrei.
Ele abriu os olhos, arregalados, pe