Minha bolsa despenca no chão, e eu mostro os dentes, o sangue fervendo.
– E você devia parar de fingir que não tá louco pra me foder. – cuspo, a voz pingando veneno e desejo.
Ele para a centímetros de mim, o peito subindo e descendo rápido, o cheiro de suor e colônia me envolvendo. O ar entre nós é puro caos, nosso segredo, pais que nos matariam se soubessem o que estamos fazendo juntos, vidas que nunca vão se cruzar, só jogando mais gasolina no fogo que nos queima.
Ele não fala mais.
Benjamin