A varanda ainda respirava o que fora dito. O ar entre Amanda e Lucca vibrava com uma eletricidade silenciosa, como se cada palavra dita antes tivesse aberto espaço para uma linguagem mais antiga — aquela que não se fala com a boca, mas com o corpo.
Lucca a observava como se estivesse redescobrindo o sabor do desejo. Amanda, por sua vez, não recuava. Havia um fogo calmo em seus olhos, firme, decidido. Ela o puxou pela mão, atravessando a casa sem pressa, mas com direção. Cada passo era um convit