Lucca entrou no escritório sem bater.
O som das solas do sapato ecoou no ambiente silencioso como um tiro em câmara fechada. Ele parou ao ver Amanda sentada no sofá de couro junto à janela, o corpo curvado para frente, os cotovelos nos joelhos e as mãos espalmadas no rosto. Os papéis estavam jogados no colo, caídos como se tivessem sido arrancados da alma dela.
O rosto, que até ontem encarava o mundo com a força de uma CEO que desafiava o próprio sistema, agora estava pálido, quase cinzento,