Horas depois, o salão dourado do Hotel Castelli, o mais luxuoso da cidade, fervilhava de jornalistas, câmeras e microfones. Um mar de flashes explodia a cada segundo, enquanto todos aguardavam a entrada triunfal da mulher que, nas últimas 24 horas, havia estampado manchetes por fraude corporativa. Mas quem surgiu diante da cortina de veludo não foi uma executiva acuada.
Foi uma atriz preparada para matar com palavras.
Laura Delmont atravessou o salão como se desfilasse em um tribunal de deuses.