No centro da redação, o caos era rotina: telefones tocando sem parar, vozes cruzando de um lado a outro, monitores piscando com breaking news. O jornalista Rui Guimarães, jovem, ambicioso e perigosamente sedento por ascensão, digitava com a fúria de quem cheira escândalo. Nem percebeu quando uma presença elegante se acomodou à sua frente, na cafeteria interna do prédio.
Laura.
Casaco de lã caro, óculos escuros que escondiam os olhos, postura de quem já venceu — e estava pronta para destruir.