O dia amanheceu com um céu pesado, carregado, como se o mundo inteiro prendesse a respiração antes da tempestade. A garoa fina escorria pelos vidros do quarto de vestir como lágrimas que ela não derramaria. Mas Amanda estava em pé. Firme. Ardendo por dentro como uma tocha silenciosa.
Ali, diante do espelho bisotado, ela não via apenas o reflexo de si mesma — via o escudo, a armadura. Cada peça de roupa, cada linha do delineador, cada dobra da calça milimetricamente passada era uma escolha calcu