O Meu Doce Pecado

O Meu Doce Pecado PT

Romance
Última atualização: 2026-05-20
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Índice

Para Angeline, ele não é apenas um homem de Deus, mas o homem que a consome por dentro. Para o Padre André, ela é o próprio Lúcifer na terra – um desejo proibido que ele nunca poderá tocar. Mas o olhar provocante de Angeline desafia suas crenças, e quanto mais ele tenta fugir, mais o desejo o consome. “Fique longe de mim!” – Ele a adverte, desesperado para conter o que sente. “Com medo de mim, André?” – Ela provoca, se aproximando, fazendo-o sentir seu hálito quente sob a sua pele. “PADRE André”, ele corrige, com irritação. “E não Angeline… eu não temo o diabo.” Entre pecado e fé, desejo e culpa, ambos estão condenados a viver um amor impossível que os consome a cada instante.

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Capítulo 1

Um olhar que arde

— Anda logo, Angel! — Daniele praticamente late com os olhos azuis faiscando de impaciência.

— Eu não quero ir. — Respondo, descendo as escadas com passos arrastados, a expressão de tédio estampada no rosto.

Ela está de pé na porta, segurando-a aberta como se fosse minha escolta para a forca. Sua loirice impecável e o vestido floral comportado parecem perfeitos para o ambiente onde quer me enfiar. Já eu, com meu vestido justo que termina perigosamente bem acima dos meus joelhos e os cabelos ruivos brilhando como fogo, pareço mais pronta para um bar do que para a igreja.

— Você não vai morrer se for uma vez! — Ela rebate, revirando os olhos com exagero.

— Também não vou morrer se não for — retruco, hesitando no último degrau, minha mão agarrada ao corrimão como se minha vida dependesse disso.

Mas minha melhor amiga, sendo a força da natureza que é, agarra meu braço com firmeza. Antes que eu possa protestar, ela me arrasta para fora e praticamente me j**a no banco do passageiro do carro dela.

— Ai, calma! — Resmungo, empurrando os cabelos ruivos que caíram sobre meu rosto.

Ela ignora o meu drama e dá partida no carro, dirigindo com a destreza de quem sabe que não vou escapar. Durante o trajeto, cruzo os braços em protesto, meu humor azedando ainda mais a cada quilômetro.

Quando chegamos à igreja, uma construção branca que parece dominar a pequena cidade de Ponte Negra, Daniele dá a volta e abre a porta para mim.

— Desce! — Ela ordena com a autoridade de uma mãe exausta.

— Você me trata como uma criança! — Digo, indignada.

— Porque você se comporta como uma! — Ela rebate, os olhos azuis brilhando de determinação.

Antes que eu possa responder, ela me puxa para dentro do prédio imponente. O cheiro de incenso e madeira encerada invade minhas narinas, mas o ambiente não me impressiona. É apenas mais uma igreja, cheia de bancos de madeira alinhados e paredes adornadas com imagens de santos.

Daniele me empurra para um dos primeiros bancos, ao lado de um grupo de beatas. Elas me olham como se eu fosse um demônio encarnado. Meus lábios se curvam num sorriso sarcástico; sei muito bem o que estão pensando sobre mim.

— Foda-se! — murmuro.

— Angel, para com isso! — Sibilou Daniele.

— O quê? Só estou sentada.

Ela suspira, derrotada, enquanto as beatas cochicham entre si. O padre entra, e o murmúrio cessa. Fazendo toda a minha atenção ir direto para o meu celular, aproveitando para responder um carinha que andava me divertindo ultimamente. Quando sinto o dedo irritante da minha melhor amiga me cutucar.

— Porque não enfia esse dedo no olho do seu…?! — Digo, irritada, bem na hora em que o silêncio toma conta da igreja fazendo todos me olharem boquiabertos.

— Senhorita? - escuto o padre me chamas suavemente, e eu levanto o olhar… É quando eu o vejo pela primeira vez. Ele era simplesmente o o ser mais gostoso que eu já vi em toda a minha vida!

Ele não é o que eu esperava. Nada em sua aparência grita austeridade ou fragilidade. Pelo contrário, ele é… magnético. Alto, forte, com a pele tão clara que reflete a luz dos vitrais. Os cachos castanhos emolduram um rosto angelical, mas há algo nos olhos dele que me deixa desconcertada. Eles são profundos, intensos, como se enxergassem algo dentro de mim que eu mesma tento esconder.

Tento desviar os olhos, mas a tensão no ambiente me consome.

— Senhorita? — A voz dele corta o ar como uma lâmina suave.

Levanto o olhar e encontro os olhos dele fixos em mim. Sinto um calor estranho subir pelas minhas pernas.

— Si… sim? — Balbucio, a voz falha.

— É sua primeira vez em uma igreja? — Ele pergunta, os lábios curvados em um sorriso educado.

— Sim.

— Então, permita-me lembra-lá que não se deve usar esse tipo de vocabulário na casa do Senhor — Ele diz, a voz gentil, mas firme.

O sorriso que segue é devastador. As covinhas se formam, e por um segundo, esqueço como respirar.

—Me….me desculpe. — Minha voz mal sai.

— Tudo bem, mas que isso não se repita. — Ele mantém o sorriso, os olhos cravados nos meus.

Eu deveria sentir vergonha. E sinto. Mas também sinto outra coisa: uma vontade absurda de arrancar aquele ar de superioridade dele. Algo em seus olhos me desafia e provoca em mim uma inquietação que nunca conheci.

Ele volta a falar, retomando o sermão. Mas, para mim, nada mais importa. Cada palavra, cada movimento, parece feito para me atormentar.

De repente, estar na igreja ficou… interessante.

Por que ele tem que ser tão… lindo? Aqueles olhos profundos, a boca, os gestos que revelam uma calma e uma força que eu nunca entenderei. O desejo surge em mim, como uma chama incansável.

Sinto meu corpo reagir, cada nervo se tensionando. Tiro os olhos dele com esforço, tentando me concentrar em qualquer outra coisa, mas meu olhar retorna a ele como um ímã. Ele não é como os outros padres. Não há fraqueza em sua aparência. Há poder, controle. E isso me atrai de uma maneira perigosa.

— Porque não presta atenção no que realmente importa, Angel? — Daniele sussurra ao meu lado.

— O quê? — Digo, sem conseguir tirar os olhos dele.

—Eu conheço esses olhares…ele é um padre Angeline— Ela adverte, mas sua voz é baixa o suficiente para que ninguém mais ouça.

Olho para Daniele e para o grupo de beatas, todas voltadas para o altar. Mas eu só consigo ver os olhos dele. Eu só consigo sentir a intensidade que emana dele.

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