Mundo de ficçãoIniciar sessãoPara Angeline, ele não é apenas um homem de Deus, mas o homem que a consome por dentro. Para o Padre André, ela é o próprio Lúcifer na terra – um desejo proibido que ele nunca poderá tocar. Mas o olhar provocante de Angeline desafia suas crenças, e quanto mais ele tenta fugir, mais o desejo o consome. “Fique longe de mim!” – Ele a adverte, desesperado para conter o que sente. “Com medo de mim, André?” – Ela provoca, se aproximando, fazendo-o sentir seu hálito quente sob a sua pele. “PADRE André”, ele corrige, com irritação. “E não Angeline… eu não temo o diabo.” Entre pecado e fé, desejo e culpa, ambos estão condenados a viver um amor impossível que os consome a cada instante.
Ler maisPov Angel A postura dele mudou. O padre arrogante deu lugar ao homem possessivo. Ele avançou na minha direção a passos firmes, e a cada passo que ele dava, eu recuava um, até que as minhas costas bateram com força contra a porta do quarto. O André colou o corpo dele no meu, eliminando qualquer espaço entre nós, me prensando ali. O cheiro dele me invadiu e o deboche morreu na minha garganta. — Foda-se o seu namorado, Angeline — ele sussurrou, a voz descendo uma oitava, os olhos fixos na minha boca enquanto eu sentia o peito dele subir e descer contra os meus seios. Não dei tempo para mais nada. Avancei na boca dele — ou ele avançou na minha, eu já não sabia mais —, e nos entregamos a um beijo faminto, violento, daqueles que tiram o chão. Enrosquei minhas mãos nos cachos dele, puxando-o para mim com toda a raiva e o tesão acumulados daquelas semanas de jejum. Ele me segurou pelas coxas, me suspendendo contra a parede, e eu entrelacei as pernas na cintura dele, sentindo o volume ríg
POV: Angel Agora, todas as noites, sem exceção, eu encontrava o maldito Padre André instalado na minha sala de jantar. Eu não fazia ideia de onde ele conseguia arrancar tantos relatórios para digitar, muito menos o porquê de o sistema de computadores da secretaria paroquial estar demorando tanto para ser consertado. Até a Dani já estava achando aquela frequência um pouco estranha, mas ele sempre arrumava uma nova desculpa para estar aqui em casa. E aquilo estava me deixando louca. Ter o André sob o meu teto todas as noites estava se tornando um fardo insuportável porque, por mais que eu tentasse sufocar com todas as minhas forças, um sentimento confuso e insistente me dominava. E isso me assustava. Me assustava muito, porque eu tinha jurado nunca sentir nada parecido por homem nenhum. Eu confessava para mim mesma que estava usando o Will de escudo. Ele era um fofo, carinhoso, prestativo... mas eu simplesmente não sentia absolutamente nada por ele. Nem tesão eu conseguia ter. Na
POV: Padre André O vento frio da noite batia contra o meu rosto, mas não era o suficiente para resfriar o sangue que fervia nas minhas veias. A caminhada de volta até a igreja foi um verdadeiro inferno a céu aberto. Meus sapatos batiam contra o asfalto com força, acompanhando o ritmo desordenado do meu coração.Eu estava sentindo ciúmes. Um ciúmes doentio, corrosivo, violento. Um sentimento que me causava uma repulsa profunda de mim mesmo. Do que adianta? Eu passei as últimas quatro semanas de joelhos no chão daquela igreja, chorando, jejuando, prometendo a Deus que o meu coração estava blindado e que eu nunca mais deixaria a carne vacilar. Eu achei que tinha vencido. Achei que, se a visse de novo, seria capaz de olhar para ela com a indiferença de um pastor. Mas bastou ela cruzar aquela porta para o meu mundo desabar inteiro. Bastou ver aquele homem tocar no ombro dela, chamá-la de "amor", segurar o seu rosto com intimidade... Deus me perdoe, mas eu quis esmurrá-lo. Quis arra
— Eu quero me desculpar pela forma ríspida que a tratei. Não estava em mim no momento.— ele cortou, a voz descendo uma oitava, perdendo a crista de irritação e ganhando uma rouquidão que fez o meu estômago dar um solavanco. O André com raiva eu sabia manejar; o André pedindo desculpas com os olhos caídos era um perigo para o qual eu não tinha defesa. — Olha só, Andr... Padre André — voltei a encará-lo, limpando as mãos no pano de prato com uma lentidão que eu esperava que parecesse indiferença. — Eu não sei o que você quer aqui, mas eu estou tentando seguir o que você me pediu e ficando longe de você. Em troca, eu espero que você faça o mesmo. Eu estou com o Will e... — Você o ama? Eu pisquei, desarmada por um milésimo de segundo. A armadura que eu tinha acabado de polir rachou de cima a baixo. — O quê? — Você o ama? — ele repetiu, dando um passo à frente. A distância entre nós dois sumiu. O cheiro dele — aquele sabonete neutro misturado com o calor da pele que eu passei





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