Alexandre ainda estava curvado sobre mim. O cheiro dele invadia minhas narinas — quente, urgente — como se nosso desejo ainda pairasse ali, pesado, sufocante. Nossos batimentos estavam descompassados, se misturando num ritmo caótico, como se os corações tentassem fugir do próprio corpo. Eu já não sabia mais quem éramos. Só sabia que era errado — terrivelmente errado. Uma situação tão constrangedora que nem nos meus piores pesadelos eu teria imaginado.
— Saia, por favor — Alexandre pediu, a voz