Alexandre Xavier
A noite avançava e eu continuava ali, na sala de Heitor, indo e vindo num ciclo exaustivo de papéis acumulados. A contadora já havia ido embora quando o céu escureceu de vez. Dívidas, rescisões trabalhistas em atraso, contas que pareciam brotar de todos os cantos — tudo em desordem. Àquela altura, eu começava a duvidar se Heitor alguma vez soube o que estava fazendo. E talvez não soubesse mesmo.
Quando a fome me alcançou, fui informado que a lanchonete do hospital já estava fec