O dia se tornara claro, alto demais. A luz atravessava as cortinas do quarto com uma insolência que eu não estava pronto para enfrentar. O sol, impassível em sua soberania, desafiava a escuridão da noite anterior, trazendo consigo o peso daquilo que tínhamos feito. Pisava sobre as sombras com uma crueza que me atingia como um golpe.
Senti a dor primeiro, os hematomas ainda latejando, como se o meu corpo estivesse tentando me lembrar do que havia acontecido. Mas o que realmente me despertou não