Ainda esperava o desprezo. As palavras cortantes que ele pudesse disparar, me atravessando feito lâmina, completando de vez a minha ruína. O silêncio parecia prestes a explodir.
Apoiada na porta recém-fechada, eu evitava encará-lo. Olhava a bancada da cozinha, o chão, qualquer coisa, menos ele. Alexandre. O homem que eu desejava com cada fibra do meu corpo, mas cuja presença me consumia de medo e contradição. Aquela paixão era um erro, uma loucura... mas era minha.
E onde havíamos chegado já não