O quarto ainda estava mergulhado em penumbra, mas eu conseguia ver o contorno dele ao meu lado. Alexandre respirava fundo, o peito subindo e descendo devagar. Um leve traço de suor brilhava na linha do pescoço. Ele parecia... calmo. Ou talvez só estivesse fingindo bem.
Eu, por outro lado, estava em frangalhos.
O meu corpo ainda pulsava. Cada célula parecia ter sido invadida, tomada por uma coisa que eu não sabia nomear. Era prazer, sim — mas também era raiva, confusão, alívio. Eu me sentia viva,