Capítulo 67
Mariana
Por muito tempo, eu fui silêncio.
Silêncio de gritos abafados, de perguntas sem resposta, de lembranças cortadas em pedaços que não se encaixavam. Cresci acreditando que o mundo era um quarto trancado e que eu era a prisioneira de um favor. Cresci ouvindo que fui abandonada, que sobreviver era um prêmio dado por Marcelo Rivas e que, por isso, eu devia gratidão.
Mas agora eu sabia a verdade. Eu tinha uma irmã. Eu tinha um nome. E Rivas não era meu salvador. Ele era meu algoz.