Capítulo 38
Marcelo
A luz fria do galpão piscava como se zombasse da minha paciência. O telefone estava em viva-voz sobre a mesa, e a voz de Matteo soava como veneno suave.
— Ele a defendeu. Publicamente. Disse que ela era dele.
Fechei os olhos por um segundo. Meu maxilar travou.
— Tem certeza? — perguntei, mesmo sabendo que Matteo jamais me ligaria com uma fofoca barata.
— Ela não é só mais uma distração. Não agora. Ela estava confortável, segura. Sabe como se portar entre nós. Alguém ensinou