Capítulo 16
Marcelo
O silêncio do esconderijo era denso como a fumaça do meu charuto cubano, que queimava devagar entre meus dedos. O mundo lá fora seguia sem mim — pelo menos era isso que todos acreditavam. A notícia da minha morte havia circulado pelos becos, pelas bocas sujas que juravam lealdade a quem pagasse mais. Ótimo. Que me enterrassem em paz. O morto agora planejava em silêncio.
Mas Luna estava viva.
E não apenas viva. Estava com ele.
Dante Moretti.
O nome tinha gosto de sangue na mi