VITTORIO NARRANDO
A casa estava em silêncio quando ela chegou. Os portões se abriram lentamente, revelando os jardins simétricos e as colunas brancas que sustentavam o peso da minha história.
Ela entrou acompanhada por um segurança. Vestia uma calça jeans surrada e uma blusa simples, o cabelo preso em um coque improvisado. Carregava nos olhos o mesmo silêncio de quando a vi pela primeira vez.
Ficou parada na entrada da sala principal. Ninguém falou com ela. Ninguém a guiou. Ninguém ousou encos