**Benicio de Alcântara e Leão**
O vento frio cortava minha pele, e a água salgada ardia em meus olhos. Meu corpo já não respondia, e cada braçada parecia um esforço inútil contra a força implacável das ondas. Eu queria sair dali, juro que queria, mas a cada movimento, sentia-me mais fraco, mais impotente. Era como se o mar tivesse decidido que eu não pertencia mais à superfície.
O braco estava distante agora, um borrão cada vez mais difícil de distinguir. Por um momento, fechei os olhos e tente