O carro deslizou pelas ruas ainda meio adormecidas da cidade, enquanto a luz da manhã lavava os prédios de vidro com tons dourados.
Clara olhava pela janela. Cabelo preso num coque provisório, regata molhada de treino colando na pele. Os músculos doíam gostoso — sinal de que o exercício matinal com Dante rendera mais do que endorfina. Rendeu suores, beijos e promessas não ditas.
Mas agora… o relógio gritava.
Ela precisava voltar.
— “Me deixa em casa?” — ela pediu, sem rodeios.
Dante tirou os ol