A porta do elevador se abriu com um ding suave.
Mas não havia nada de suave no que Clara Valentina carregava.
O 49º andar da Hudson Tower era uma obra de arte corporativa: mármore italiano no chão, esculturas modernas nas laterais e um silêncio que só os lugares muito caros e muito perigosos sabem sustentar.
Clara deu três passos à frente.
O salto agulha estalava contra o piso como um lembrete:
- “Alguém está prestes a perder o controle. E não vai ser ela.”
Os olhos varreram o ambiente.
Recepçã