Ela piscou.
E em menos de um segundo, não era mais Clara Valentina — CEO, mulher elegante, invicta — no meio da festa mais luxuosa de Manhattan.
Era só uma menina.
De pantufas.
Sentada na ponta da cama de um quarto que nunca foi seu. Um quarto onde o tapete escondia mais do que poeira. Onde as paredes sabiam segredos que ninguém ousava repetir.
O som abafado da TV na sala. A porta entreaberta. O corredor iluminado demais pra hora da noite. E o silêncio dele.
Um silêncio cheio de dentes.
O cheir